A dor é aguda e o estrago é grave. Bate bem no fundo, sabe? Vem de dentro do âmago e escorre pela boca, se perde no ácido do meu sangue e iguala-se aos entorpecentes jogados debaixo da pia do banheiro. 

Nem tudo se finda no final, a dor não terminará e os pedidos perdidos em constelações não se realizarão, a vida martela nos meus olhos e eu sou a mesma alma crucificada que chora enquanto se entorpece de remédios e soluços desesperados. 

Sob o céu do meu mundo, eu sou a escória fadada ao vazio.

Eu enxergo o mundo de olhos fechados e alma aberta; fecho meus olhos diante da morte que é certa e aceito o mundo com todos seus penhores, mesmo que isso me sufoque, maltrate e destrua. 

Me construo de cicatrizes e hematomas, a dor é grave mas o estrago é pior, é absoluto. 

Posted by:Malu Reining

uma nada extraordinária garota

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