Ela girava, girava e girava.

Talvez essa fosse a sensação do momento. A vertigem mais doce entre seus movimentos rápidos e encantadores. Tentava focar minha visão em um de seus pontos, mas eram tantos pontos para se analisar, tantas qualidades, tantos pontos para se deitar em pleno deleito e pensar na felicidade plena. Ela era a felicidade plena.

Ela girava dançando entre a multidão e eu tentava acompanhar. Corria que nem uma criança, um bobo apaixonado em meio as pessoas. Ela me fazia uma criança novamente, sonhava, mas sonhava alto sem medo de cair. No alto ou no chão pouco importa, mas sim a companhia, a presença dela.

Talvez fosse o olhar, ou, o beijo. Estava petrificado, incapaz de formar palavras e pensamentos concretos que fizessem a razão. Ela me tirava isso, mas fazia disso um sentimento profundo e jamais visto por nenhum ser, muito menos um mero mortal como eu. Não queria saber de pensar, racionalizar ou algo concreto, mas sentir a profundeza que seu olhar alcançaria em minha alma, como em um belo dia foi fatal. Um olhar, um segundo e uma paixão eterna.

Quando eu a beijava, notava que nada era em vão. Sua maior beleza e virtude estava em ser humana, simples assim. Seus anseios e angústias. A sua expressão de amor, a maneira que tomava seu café preto olhando fixamente, e a simples identidade de ser quem ela era.

Não parava de dançar e sorrir, talvez fosse mágico. Se tinha algo mágico no mundo era aquele momento. Seu balançar e a maneira que se portava em meio de milhares de olhares era mágico como seu corpo entre o suave lençol que era a única coisa que a cobria de meu corpo. Mas nem isso me limitava de admirá-la e notar sua beleza em uma mera espontaneidade. Tamanha simplicidade que em um mero despir de roupas me levaria a loucura mais sincera por um simples gesto: amor.

Poderia ver todos e todas dançarem, mas ela brilhava. Não existe outro destaque, apenas ela. Esse era meu campo de visão. Ela era a magia, ela era a cor, cheiro e fogo. Seu toque tirava minha vertigem e me fazia vivo a ponto de tudo. Seu olhar enquanto puxava seu cabelo lentamente para trás com seus lábios encostando em mim noticiaram o perigo, aquele de volver que envolve a verte ao amor sem razão. O mesmo que me puxou, atraiu e me fez dançar, amar. Me entregar como se não houvesse futuro, por mais que esse compartilhado com ela. Me rendi a humanidade, ao seu toque humano e a dança mais brega e sublime da sociedade, o amor.

Posted by:Victor Hugo

Just a mad man with a box.

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