Eu disse para ele que, no museu do meu coração, ele é a obra de arte mais linda. Ele está lá, exposto na parede principal, de frente ao meu banco favorito e com um vaso de girassol ao lado de sua moldura dourada. E ele enfeita o salão inteiro, ilumina tudo – inclusive minha vida – e compõe, junto de todas as cores do meu coração, a sincronia perfeita entre todos os tons.

Os tons da minha pele contrastando com os tons da pele dele; os tons dos olhos dele que refletem os meus castanhos e me levam a uma pintura pós-impressionista de seus sentimentos; os tons de sua voz, que se altera conforme seus lábios traçam labirintos por meu corpo; os tons que colorem minha mente quando fecho os olhos e sinto suas tonalidades se misturarem com as minhas numa dança de tintas numa tela em branco; os tons que sujam minhas roupas quando te pinto com a ponta da língua.

Me perder em teus corredores e descobrir passagens escondidas por trás dos quadros, cortinas e estátuas. Desvendar os mistérios do universo de seus olhos e mergulhar em uma aventura pela criação das tuas constelações e nebulosas, me perder em seus buracos negros e me encontrar em suas vias-lácteas, plantar flores em seus planetas e usar seus anéis de Saturno como bambolê. E me apaixonar por cada estrela-cadente que mergulha no pó de lua das minhas sardas.

Fazer o nosso próprio universo com o céu da sua boca e as constelações de tuas pintas e saber que te amar é ter o infinito em meu peito.

Posted by:Malu Reining

uma nada extraordinária garota

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