Dentre todas as belas formas que já vi em toda minha vida, a forma como tu se encaixou em mim é a minha favorita. E a mais bela. A mais poética. A mais profunda.

Teu blues combina com a minha bossa. Nossos ritmos destoam, mas se completam.

Do jardim do meu peito, tu me regas todo dia com teu canto de fim da tarde, quando o céu é rosa e lilás e azul e você fica tão lindo nessa luz. Canta mais um pouquinho aqui no meu coração e vê se as batidas sincronizam com teu violão.

Me faz de quadro e me abraça com tua moldura ruiva e me perde no infinito dos teus olhos tão serenos quanto sua morada em minha epiderme. Derme. Ossos. Sinapses.

Conta de quando tu chegou de mansinho, com tuas canetas e teus toques gravados na minha pele nua, riscando em mim todo o amor que sempre quis receber. E te transpassando o amor que sempre quis dar. Conta que eu nem vi quando tu já estava inteirinho marcado em mim, de cabo a rabo e eu sorri. Sorri de verdade, de olhinho fechado e covinha na bochecha.

Foi lindo, igual uma citação profunda do Fitzgerald.
Igual você.

Nada se iguala a você, nada.

No museu do meu coração, você é a obra de arte mais bonita. E eu te amo, com todas as sentenças gramaticais.

Posted by:Malu Reining

uma nada extraordinária garota

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